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7/10/2010: Brasil deve começar a se preparar para a Copa 2014(Published by Ana Carolina)
A Copa do Mundo de 2014 é uma oportunidade ímpar de desenvolvimento econômico que deve se estender mesmo após o término do Mundial, mas para isso, o empenho deve começar desde já. Este foi o assunto discutido em evento promovido pelo Ministério do Turismo e o Sebrae em 27 de maio deste ano em São Paulo.
 
Segundo o gestor da carteira de turismo do Sebrae Nacional, Dival Schimidt “a Copa do Mundo é apenas um evento mobilizador e acelerador do desenvolvimento econômico. A agenda estratégica é mapear para identificar as oportunidades para as micro e pequenas empresas. O esforço pela competitividade empresarial representa um ganho a longo prazo”,
 
Segundo a Agência Sebrae de Notícias (www.agenciasebrae.com.br) estavam presentes no evento  representantes da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos Culturais (Abottc) e Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta).
 
O setor empresarial conta com a estratégia do governo federal de investimentos em infraestrutura, Em entrevista coletiva nesta última sexta-feira, 9 de julho, o presidente Lula afirmou: “O governo já garantiu um investimento de US$ 624 bilhões (R$ 1,1 trilhão) no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Vai investir em infraestrutura até 2014 o que não investiu nos últimos 30 anos.”
 
O momento para começar a se preparar para a Copa 2014 é agora, e aqueles que estiverem munidos de recursos para atingir seu público alvo com antecedência poderá desfrutar dos benefícios de um evento deste porte em nosso país. Acreditamos que todos os empresários e brasileiros compartilham dos anseios do presidente:
 
“Não queremos fazer uma Copa do Mundo em que as pessoas saiam dizendo que o avião não pousou porque tinha um buraco na pista”, disse Lula. “Queremos fazer da Copa do Mundo um cartão-postal em que as pessoas possam enxergar o Brasil como uma grande economia.”
 
Veja o vídeo do discurso em Joanesburgo em 08/07/2010na apresentação do logo para Copa do Mundo de 2014: http://www.youtube.com/watch?v=9kSxla4RPK4&feature=related
 
 
Fontes:
 
Jornal D24am.com:
7/10/2010: Governo federal fomenta a internacionalização de empresas brasileiras(Published by Ana Carolina)

Em dezembro de 2009, o governo federal lançou o Termo de Referência entitulado Internacionalização de Empresas Brasileiras, em que fornece as bases para o apoio às empresas brasileiras que desejam exportar ou implementar suas operações no exterior.

Assista ao vídeo transmitido em 08/12/2009 pela TV NBR, com entrevista do Ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge, que afirma ter certeza de que o superávit de exportações em 2010 será muito maior do que o de 2009: http://www.youtube.com/watch?v=6PBd4uaaKS0&feature=player_embedded

A IntelliBiz Traduções Empresariais, comprometida com o sucesso dos seus clientes e empenhada em colaborar com o desenvolvimento da economia brasileira, oferece um pacote de serviços de apoio ao processo de internacionalização de empresas nacionais, envolvendo desde a tradução de toda documentação da empresa até a preparação de sua equipe para lidar com o público alvo de seus negócios.

 

Postado por:

Ana Carolina Trevisan

Diretora Comercial da IntelliBiz

comercial@intellibiz.com.br

 

7/9/2010: Movimento de internacionalização das empresas brasileiras cresce a cada ano(Published by Ana Carolina)
Com o novo posicionamento do Brasil no cenário econômico mundial, os mercados externos estão se voltando para nossa economia e ao mesmo tempo, estamos mais preparados do que nunca para exportar. Além disso, as portas estão se abrindo para a entrada de capital brasileiro no exterior, o que demanda cada vez mais a capacidade das empresas de se comunicarem com seus players mundiais. Em sintonia com este movimento, a IntelliBiz oferece um pacote de serviços diferenciados de apoio à internacionalização de empresas nacionais e procura auxiliar na estratégia dos empreendedores brasileiros que estão se lançando no mercado exterior.
Para saber um pouco mais, confira trechos do artigo Internacionalização das empresas brasileiras de 29 de novembro de 2007, publicado na revista eletrônica Terra Magazine professor Antonio Corrêa de Lacerda da PUC-SP. Nele, o autor afirma que: “O movimento de internacionalização das empresas brasileiras vem crescendo ano após ano” e ainda:
“O Brasil, que há dez anos se coloca entre os cinco principais países em desenvolvimento absorvedores de investimentos diretos estrangeiros, convive com uma nova realidade na medida em que assume posição de destaque entre os maiores investidores no exterior. Há aspectos tanto positivos quanto negativos no processo.
Os positivos estão associados à maior robustez das empresas brasileiras, que adotaram estratégias ativas de inserção internacional por meio não apenas da exportação, mas da instalação de filiais no exterior. As vantagens estão associadas ao maior acesso ao mercado internacional de capitais, maior presença local nas várias regiões do mundo, superando barreiras tarifárias e não tarifárias. Adotando estratégias ativas de crescimento, deixam de ser alvo fácil de uma eventual aquisição por parte de um grande concorrente global.
No entanto, no caso brasileiro, o que também tem ocorrido é que devido à falta de condições mais favoráveis de competitividade, muitas empresas estão transferindo para o exterior suas operações. Fatores importantíssimos para a empresa competir em escala global, especialmente juros, financiamento, carga tributária, questões regulatórias, entraves burocráticos, e mais recentemente câmbio valorizado, têm inviabilizado a produção e exportação. São os mesmos fatores que afetam negativamente as decisões de investimentos externos no País. Isso provoca impactos negativos sobre as estruturas industriais, a cadeia de fornecedores, o emprego, a renda e o potencial de exportações, especialmente aquelas de maior valor agregado.
Há, portanto, uma diferença entre o movimento estrutural de internacionalização de empresas brasileiras, que de forma ativa ampliam sua atuação no exterior e a estratégia defensiva de empresas, que transferiram sua produção para outros países, em busca de condições mais favoráveis de competitividade. O primeiro movimento é agregador, o segundo, é substitutivo.
Como os fatores negativos podem ser revertidos, ao mesmo tempo em que os positivos podem ser potencializados, o futuro vai depender das estratégias adotadas. Isso vale não só para as empresas, agentes importantes, mas também e principalmente para políticas públicas que venham a favorecer as condições tanto para os investimentos de fora para dentro, quanto os de dentro para fora do País.” (Lacerda, 2007)
 
Antonio Corrêa de Lacerda é professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP e autor, entre outros livros, de "Globalização e Investimento Estrangeiro no Brasil" (Saraiva). Foi presidente do Cofecon e da SOBEET.
 
3/24/2009: ABL lança a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa(Published by Administrador Intellibiz)

O Presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, lançou no último dia 19, às 17h30min, no Petit Trianon, a quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que incorpora as novas normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1990, regulamentado no Brasil por força de decretos assinados pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ABL, no dia 29 de setembro do ano passado, e já em vigor desde 1º de janeiro deste ano.

O volume, de 887 páginas, contém 349.737 vocábulos, apresentados sob forma de lista, por ordem alfabética, incluindo-se a classificação gramatical de cada um, além  dos estrangeirismos (cerca de 1500), que aparecem na parte final da obra. A impressão foi confiada pela ABL à editora Global.

Sandroni afirmou que, com o lançamento, “a Língua Portuguesa deixa para trás a condição de ser idioma cujo peso cultural e político ainda  encontrava, na vigência de dois sistemas ortográficos oficiais,  um entrave ao seu prestígio e difusão internacional”.

O Presidente da ABL acrescentou que “esta edição se apresenta aumentada em seu universo lexical, corrige falhas tipográficas e oferece informações ortoépicas sobre possíveis dúvidas resultantes do emprego de algumas das normas ortográficas”.

O Acadêmico Cícero Sandroni também informou que, antes do dia 19, a Academia deverá entregar, em Brasília, alguns volumes prioritários ao Presidente Lula, aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos Ministros da Educação, Cultura e Relações Exteriores.

O Portal da Academia Brasileira de Letras transmitiu ao vivo o evento.

 

Nota Explicativa

 

A ABL também apresentou texto de Nota Explicativa na qual informa sobre os procedimentos metodológicos seguidos na elaboração desta 5º edição do VOLP.

O Acadêmico Evanildo Bechara, Coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da ABL (integrada por ele e pelos Acadêmicos Eduardo Portella e Alfredo Bosi), disse que, “com a realização deste trabalho, a ABL traz contribuição relevante ao sonho de unificação ortográfica acalentado por tantos filólogos portugueses e brasileiros. Acreditamos ter contribuído para a a elaboração do futuro Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, tarefa não só proposta pelos signatários do novo Acordo, mas que foi também sonho dos fundadores da ABL em 1897”.

Sobre a Nota Explicativa, Bechara ressaltou a importância de que a opinião pública seja  corretamente informada a respeito dos quatro princípios norteadores adotados pela ABL e que “garantem fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais do Acordo”.

São esses os seguintes princípios:

  • respeitar a lição do texto do Acordo;
  • estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;
  • acompanhar o espírito simplificador do texto do Acordo.
  • preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do Acordo.

O Acadêmico Evanildo Bechara alertou para a necessidade de que a correta assimilação das modificações ortográficas dependerá, com mais facilidade, do adequado conhecimento que as instituições de ensino, editores, o público em geral tenham a respeito das normas ortográficas vigentes até 1990.

 

 

Saiba Mais
Íntegra da Nota Explicativa

 

Fonte: Website da Academia Brasileira de Letras   http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=8726&sid=624

 

Postado por:
Maíra P. Soares
Analista de RH da IntelliBiz
rhumanos@intellibiz.com.br

1/8/2009: Conheça regras de acentuação do novo acordo ortográfico(Published by DHO Admin)

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entra em vigor em 2009, vai alterar a acentuação de algumas palavras, extinguir o uso do trema e sistematizar a utilização do hífen, entre outras mudanças significativas. No Brasil, palavras como "heróico", "idéia" e "feiúra", por exemplo, deixarão de ser acentuadas.

 

O livro "Escrevendo Pela Nova Ortografia" , feito pelo Instituto Houaiss em parceria com a Publifolha, apresenta o acordo na íntegra, com observações e explicações sobre o que mudou.

 

Veja abaixo as novas regras de acentuação para oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, retiradas do livro.

 

Da acentuação gráfica das palavras oxítonas

 

1º-) Acentuam-se com acento agudo:

 

As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafas -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s), dominó(s), paletó(s), só(s).

 

Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.

 

O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e rô. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.

 

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), á-la(s) (de ar-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-ás (de far-lo(s)-ás), habitá-la(s) iam (de habitar-la(s)- iam), trá-la(s)-á (de trar-la(s)-á);

 

c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns, também;

 

d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.

 

2º-) Acentuam-se com acento circunflexo:

 

a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou não de -s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s);

 

b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) (de deter-lo(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).

 

3º-) Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.

 

Da acentuação gráfica das palavras paroxítonas

 

1º-) As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, moçambicano.

 

2º-) Recebem, no entanto, acento agudo:

 

a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, salvo raras exceções, as respetivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis) dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis) réptil (pl. répteis: var. reptil, pl. reptis); cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lumens); açúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. carateres ou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ajax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices), índex (pl. índex; var. índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).

 

Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fémur e fêmur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.

 

b) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão (pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amáveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), iris (sg. e pl.), júri (pl. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (pl. álbuns), fórum (pl. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).

 

Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/ tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.

 

3º) Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.

 

4º-) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.

 

5º-) Recebem acento circunflexo:

 

a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as respetivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var. cânone, (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger; bômbax (sg. e pl.), bômbix, var. bômbice, (pl. bômbices).

 

b) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: benção(s), côvão(s), Estêvão, zángão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.

 

c) As formas verbais têm e vêm, 3 a-s pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respetivamente / t ã j ã j /, / v ã j ã j / ou / t j /, / v j / ou ainda / t j j /, / v j j /; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3a -s pessoas do singular do presente do indicativo ou 2 a-s pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detém), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. inter- vém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).

 

Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem etc.

 

6º-) Assinalam-se com acento circunflexo:

 

a) Obrigatoriamente, pôde (3ª- pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).

 

b) Facultativamente, dêmos (1ª- pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo: 3ª- pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª- pessoa do singular do imperativo do verbo formar).

 

7º-) Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

 

8º-) Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, flexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar etc.

 

9º-) Prescinde-se, do acento agudo e do circunflexo para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.

 

10º-) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc.

 

Da acentuação das palavras proparoxítonas

 

1º-) Levam acento agudo:

 

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último;

 

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo.

 

2º-) Levam acento circunflexo:

 

a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego, lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;

 

b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba tónica/tônica, e terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes: amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio.

 

3º-) Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/ anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, Antó- nio/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/ gênio, ténue/tênue.

 

Postado por:
Martín Arangurí
Revisor – Depto. de Controle de Qualidade da IntelliBiz
controledequalidade@intellibiz.com.br

1/8/2009: Governo e Congresso vão ignorar início da reforma ortográfica(Published by DHO Admin)

O governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados vão ignorar o início da vigência do acordo ortográfico, concebido para unificar a grafia da língua por países que falam e escrevem português (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal), informam as repórteres Andreza Matais e Simone Iglesias em reportagem publicada na edição desta terça-feira da Folha.

 

Se passar a escrever "idéia" sem acento a partir do dia 1º de janeiro vai parecer estranho, pior será a confusão causada com as novas regras de português e as atuais coexistindo.

 

Apenas o Supremo Tribunal Federal vai cumprir as novas regras desde o início. O órgão passou os últimos três meses treinando técnicos e revisores para que todos os documentos produzidos passem a ser redigidos pela nova norma no primeiro dia de 2009, como está definido em decreto.

 

Apesar de terem regulamentado o acordo e o início de sua vigência para 1º de janeiro, o Executivo federal e o Congresso não se prepararam para cumprir imediatamente a sua própria decisão. O acordo ortográfico foi assinado em 1990, mas regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 29 de setembro deste ano, por meio de um decreto.

 

Postado por:
Martín Arangurí
Revisor – Depto. de Controle de Qualidade da IntelliBiz
controledequalidade@intellibiz.com.br

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