Com o novo posicionamento do Brasil no cenário econômico mundial, os mercados externos estão se voltando para nossa economia e ao mesmo tempo, estamos mais preparados do que nunca para exportar. Além disso, as portas estão se abrindo para a entrada de capital brasileiro no exterior, o que demanda cada vez mais a capacidade das empresas de se comunicarem com seus players mundiais. Em sintonia com este movimento, a IntelliBiz oferece um pacote de serviços diferenciados de apoio à internacionalização de empresas nacionais e procura auxiliar na estratégia dos empreendedores brasileiros que estão se lançando no mercado exterior.
Para saber um pouco mais, confira trechos do artigo Internacionalização das empresas brasileiras de 29 de novembro de 2007, publicado na revista eletrônica Terra Magazine professor Antonio Corrêa de Lacerda da PUC-SP. Nele, o autor afirma que: “O movimento de internacionalização das empresas brasileiras vem crescendo ano após ano” e ainda:
“O Brasil, que há dez anos se coloca entre os cinco principais países em desenvolvimento absorvedores de investimentos diretos estrangeiros, convive com uma nova realidade na medida em que assume posição de destaque entre os maiores investidores no exterior. Há aspectos tanto positivos quanto negativos no processo.
Os positivos estão associados à maior robustez das empresas brasileiras, que adotaram estratégias ativas de inserção internacional por meio não apenas da exportação, mas da instalação de filiais no exterior. As vantagens estão associadas ao maior acesso ao mercado internacional de capitais, maior presença local nas várias regiões do mundo, superando barreiras tarifárias e não tarifárias. Adotando estratégias ativas de crescimento, deixam de ser alvo fácil de uma eventual aquisição por parte de um grande concorrente global.
No entanto, no caso brasileiro, o que também tem ocorrido é que devido à falta de condições mais favoráveis de competitividade, muitas empresas estão transferindo para o exterior suas operações. Fatores importantíssimos para a empresa competir em escala global, especialmente juros, financiamento, carga tributária, questões regulatórias, entraves burocráticos, e mais recentemente câmbio valorizado, têm inviabilizado a produção e exportação. São os mesmos fatores que afetam negativamente as decisões de investimentos externos no País. Isso provoca impactos negativos sobre as estruturas industriais, a cadeia de fornecedores, o emprego, a renda e o potencial de exportações, especialmente aquelas de maior valor agregado.
Há, portanto, uma diferença entre o movimento estrutural de internacionalização de empresas brasileiras, que de forma ativa ampliam sua atuação no exterior e a estratégia defensiva de empresas, que transferiram sua produção para outros países, em busca de condições mais favoráveis de competitividade. O primeiro movimento é agregador, o segundo, é substitutivo.
Como os fatores negativos podem ser revertidos, ao mesmo tempo em que os positivos podem ser potencializados, o futuro vai depender das estratégias adotadas. Isso vale não só para as empresas, agentes importantes, mas também e principalmente para políticas públicas que venham a favorecer as condições tanto para os investimentos de fora para dentro, quanto os de dentro para fora do País.” (Lacerda, 2007)
Antonio Corrêa de Lacerda é professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP e autor, entre outros livros, de "Globalização e Investimento Estrangeiro no Brasil" (Saraiva). Foi presidente do Cofecon e da SOBEET.